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Dias de mudança

Estou um caco, doem todos os meus ossos. A mudança está quase concluída. Isto não quer dizer que os problemas acabaram. De jeito nenhum! Ainda tem muito o que fazer, em suma, o que eu fazer.

Mudança… estou vivendo dias e dias de mudança. Além da troca de casas, experiencio mudanças fisiológicas, emocionais e psicossociais. Não me lembro em minha vida ter passado por algum momento tão conturbado quanto este que passo agora. Conturbado, mas incrivelmente em paz. Contraditório, não é?
No meio do caos em que me encontro, consigo manter a serenidade. Quando estou ao ponto de surtar, respiro fundo e penso que a vida é muito curta para gastar energia com o que não tem solução.
Não sei quanto tempo vou conseguir aguentar o tranco agindo desta forma. Desejo que seja para sempre, enquanto eu existir. Este é meu propósito e tenho me empenhado com afinco.
Mas não posso afirmar que mudei. Está mais para um aprendizado de olhar o meu entorno com olhos mais generosos. Se tivesse mudado, não teria que estar permanentemente vigilante para não cair em tentação. Não adianta reza “braba” porque não funciona. Só vontade. Aliás, estou chegando à conclusão que, em termos de relações humanas, a vontade é que determina a ação.
E os hormônios, claro! Ainda não sei se há possibilidade de controlar as ondas hormonais. Escutei uma frase sobre este tema que diz tudo: “Não discuta com hormônios!”
Adolescentes, mulheres grávidas, paridas ou de TPM devem ser percebidas como uma bomba relógio de hormônios. E os homens? Não há a sazonalidade hormonal que existe entre as mulheres. Ao passar a adolescência e antes da andropausa, o sexo masculino convive com uma estabilidade hormonal de dar inveja aos demais seres vivos do planeta, quiçá do universo.
Assim, a reação deles diante de experiências repetidas são similares, o que reduz seu arcabouço de vivências e, consequentemente, a maneira de ver os outros e o mundo ao seu redor. Também lhes dá muita tranquilidade e “alguma” impaciência com relação ao sexo oposto.
Homens e mulheres são demasiadamente diferentes. Tem vezes que chego a pensar que são espécies diferentes e não apenas os sexos de uma espécie única. Talvez a relação sexual seja único encontro possível entre um homem e uma mulher. Esperar uma relação simétrica ou a dita comunhão de almas, depois que a libido está satisfeita, só traz desilusão e amargura. É condenar-se a ficar eternamente insatisfeito.
Homens em companhia de homens (quando não tem nenhum receio quanto à sua masculinidade) ficam em absoluta sintonia. Seja na paz ou na guerra, eles se entendem e se aceitam como são. Mulheres ao lado de mulheres, idem. Percebemos no ar o que se passa na cabecinha umas das outras.
Mas os hormônios “atrapalham”  a tranquilidade geral. Homens na sua estabilidade “testosterônica” e mulheres oscilando entre o estrogênio e a progesterona, além do estradiol,  estão prontinhos para a reproduzir a raça humana. Só que eles se atraem mesmo sem nenhuma intenção de procriar. Aí que mora o perigo. Por isso, tanta criança na rua, tanto bebê no lixo…
Meu Deus, viajei na maionese com vontade! Eu queria só falar da minha mudança e acabei falando de hormônios. Acho que o excesso de atividade está mexendo com os meus.
Agora deixa eu descansar meus ossinhos.


1 comentários:

marcela disse...

oi flor vim aqui fazer 2 coisas...
1 te visitar
2 te convidar para participar do meu primeiro sorteio espero que aceite meu convite aproveitando para informar que meu link mudou agora é http://marcelaminhasartes.blogspot.com
beijos to te esperando lá

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